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Atores da Globo revelam preconceito por divulgarem o Criança Esperança

Lázaro Ramos, Dira Paes, Flávio Canto e Leandra Leal no lançamento do Criança Esperança

Lázaro Ramos, Dira Paes, Flávio Canto e Leandra Leal no lançamento do Criança Esperança

Chamados pela Globo de mobilizadores do Criança Esperança, os atores Leandra Leal, Lázaro Ramos e Dira Paes revelam que já sentiram desprezo de colegas de trabalho por se envolverem no projeto social da emissora. “Quando nós entramos no Criança Esperança, muitos dos nossos amigos levantaram a questão: ‘Como assim [você vai participar]? É um programa da Rede Globo'”, afirma Dira Paes.

A atriz conta que a situação já mudou. “Agora tem gente que pede para fazer parte da equipe, diz ‘Eu quero estar no mesão [de atores que recebem doações de telespectadores por telefone]’. Então há uma contaminação do bem, um olhar que há pouco tempo era antipatizado. Acho que nós tivemos um fôlego inspirador. Estamos conseguindo ficar fortes também com os comentários agressivos. Tem que ter a firmeza de entender o seu papel na sociedade”, diz.

Este é o segundo ano em que Leandra, Ramos e Dira, além do ex-judoca Flávio Canto, são mobilizadores do Criança Esperança, função em que atuam como divulgadores e apresentadores. O programa será exibido mais cedo, no dia 2 de julho, e não em agosto, como é tradição, por causa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O formato será semelhante ao que foi implementado no ano passado.

Os quatro já faziam trabalhos voluntários na área de direitos humanos e acreditam que este foi um fator fundamental para terem sido escolhidos novamente como mobilizadores do projeto. Na função, além de apresentarem o programa, eles acompanham visitas a ONGs beneficiadas pelo Criança Esperança e gravam reportagens que serão exibidas durante o programa e em outras atrações da Globo, como o Fantástico.

Leandra Leal, que nas redes sociais se posiciona firmemente contra o machismo e o governo Temer, acredita que é importante que os artistas declarem para o público as causas que defendem.

“Por que não se doar, se posicionar sobre o que você acha importante? Eu acho que isso é saudável e vejo pelos comentários nas redes sociais o quanto é valioso para as pessoas que estão ali. Cara, você faz arte no Brasil. É uma coisa tão frágil, não tem como não ter o mínimo envolvimento político”, opina.

Neste ano, com a crise política e econômica no país, o programa apresenta uma leve mudança nas chamadas que vão ao ar durante os comerciais. Em vez de pedir dinheiro diretamente ao telespectador ao dizer os números de telefone para cada doação (que serão de R$ 7, R$ 20 e R$ 40), agora os apresentadores só fazem um discurso sobre a importância das ligações e deixam o público decidir o quanto quer doar. “0500 2016 e o resto você escolhe”, dizem.Lázaro Ramos e Pedro Bial no debate Diálogos da Esperança, que vai ao ar na GloboNews

Reality show e debate

Segundo o diretor geral do programa, Rafael Dragaud, as mudanças do Criança Esperança deste ano serão sutis. “Vai ser diferente do ano passado em uma linha evolutiva. Achei o programa muito complexo. Pode ser mais direto ao ponto na questão narrativa, pode ser mais pop. A gente vai ter a presença do mesão, que é a hora do engajamento do nosso elenco; vai ter artistas; vai ter os vídeos provocativos, de assuntos que a gente escolhe, vai trabalhando ao longo do ano e encontra um jeito de trazer para dentro do show. Ele é diferente, mas é uma evolução do ano passado”, explica.

A grande novidade do Criança Esperança para 2016 já começou: os apresentadores gravaram episódios de um reality show que é exibido aos domingos durante o Fantástico. No Click Esperança, cada um comanda um time de quatro jovens entre 12 e 18 anos que produzem vídeos sobre maneiras de mudar o mundo. No final, um dos vídeos fará parte da campanha do Criança Esperança.

As doações para o projeto serão abertas neste sábado (18), mesmo dia em que será exibido pelo canal pago GloboNews o debate Diálogos da Esperança, mediado por Pedro Bial. No programa, Leandra, Canto, Dira e Ramos conversam com jovens brasileiros sobre questões como racismo, educação, feminismo e violência.

“Tenho muito orgulho de participar do Diálogos da Esperança. É com muita seriedade que a gente encara isso. Estamos colocando em pauta assuntos tão polêmicos que precisam ser discutidos para evoluirmos como sociedade. Acho que é uma grande contribuição que o Criança Esperança faz neste ano tão conturbado política e economicamente”, afirma Leandra Leal.

Com informações do Notícias da TV

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